o vizinho

Arte: Mariana Corteze

Sinopse: Thiago e Carolina moram em um condomínio de prédios luxuoso, com grandes janelas panorâmicas, frente a frente. As cortinas eventualmente se esquecem de fechar e a intimidade fica à vista. Uma espiada faria tão mal assim?

O condomínio de prédios no qual eu morava tinha um padrão: salas espaçosas, integradas com cozinha e sala de jantar, sem divisões, de frente para a grande janela panorâmica que tomava todo o cômodo central. O que significava que, a partir do momento em que as cortinas estivessem abertas, qualquer um tinha acesso a minha privacidade. O que significava, também, que sob as mesmas circunstâncias, eu tinha total acesso a intimidade do meu vizinho.

Sim, intimidade, na verdade, me parecia uma palavra bem propícia a ser usada neste caso.

Thiago morava no prédio do lado do meu e exatamente no mesmo andar no qual meu apartamento ficava. Logo, considerando todas as variáveis, ele era o vizinho com quem eu tinha mais contato no condomínio inteiro, porque um mero abrir de cortinas já garantia toda a proximidade com que se pode contar.

Já tínhamos nos cumprimentado algumas vezes, em oferecimentos simbólicos de xícaras de café e sorrisos cafajestes. Era bom observá-lo chegar do trabalho e melhor ainda vê-lo adentrar o apartamento todo suado da academia. E ele retornava a cortesia, não perdendo de vista sequer uma vez em que eu desfilava pela sala, pronta para sair.

Acho que posso dizer que estávamos em uma pequena Guerra Fria, no limite entre um flerte de verdade e a educação que devia reger a relação de duas pessoas que moravam próximas.

Essa reflexão fazia bastante sentido, mas não pôde se alongar porque eu tinha sido interrompida pela cena do meu amado vizinho adentrando seu apartamento de cortinas escancaradas beijando sensualmente o pescoço de uma mulher de cabelos negros repicados naquele instante. 

Minha boca se abriu ao flagrar a entrada triunfal do casal a poucos metros de mim, infinitamente mais agradável de se assistir do que o que passava na minha televisão.

Ela arrancou a blusa preta que ele usava tão rapidamente que fiquei me perguntando como conseguiu, se o tecido grudado prendia em seus músculos saltados do tórax. 

Assim que o tecido posou sem cuidado em algum canto da sala, Thiago virou a garota bruscamente de costas para si e grudou a boca em sua orelha, onde provavelmente rosnou obscenidades. Ela tinha os olhos fechados, uma das mãos por sobre o ombro dele, o acariciando na nuca e a outra o ajudava a apertar seu seio esquerdo ainda sob o vestido. A outra mão do meu vizinho alcançava sem cerimônias o zíper lateral, que em instantes estava aberto até o final, e o vestido escorregava pelas pernas esguias da morena.

Eu simplesmente não podia desgrudar meus olhos da cena. Era sensual, real, quente e, principalmente, proibida. Era pornô ao vivo e a cores, somado com a adrenalina de poder ser eventualmente pega. Muita tentação para ser negada em um sábado à noite tão calmo e solitário como o que eu pretendia ter.

E, por isso, eu simplesmente continuei. Ajeitei-me mais confortavelmente no sofá apenas conformada de que só conseguiria desviar o olhar quando o show tivesse acabado.

Os seios da garota não eram grandes, mas isso não impediu que Thiago se divertisse com eles enquanto controlava as reações dela com puxões na raiz do cabelo. Mas foi apenas quando ele enfiou uma das mãos por entre as coxas da garota que eu me dei conta que não poderia mais adiar uma eventual foda entre nós dois. Eu precisava daquilo quase tanto quanto precisava de oxigênio.

Antes de continuar me torturando com o espetáculo, optei por desligar a televisão para que esta parasse de me iluminar. Não queria deixar mais óbvio ainda minha espiada já tão escancarada.

Ele afastou as pernas da mulher após passar a calcinha pelos pés, e tinha uma mão bolinando seu sexo enquanto a outra enfiava-se na boca da garota, obrigando-a a chupar-lhe dois dedos. Ela o fez de bom grado, embora estivesse nitidamente ofegante pelos grunhidos refreados de prazer. Quando decidiu que o indicador e o médio estavam suficientemente úmidos, Thiago conduziu a mulher até a mesa de centro da sala e a deitou ali. Escancarou suas pernas, e inseriu os dedos na boceta da moça. Minha visão ficara prejudicada, pois embora tivesse total acesso ao corpo de Thiago – de frente para mim – ficava impedida de ver exatamente o que acontecia com a garota quando ela tinha o tronco levantado, dando as costas para o meu apartamento. O mistério me deixou mais intrigada na cena, então me inclinei mais no sofá e mordi as costas do indicador direito.

Pude ver meu vizinho chutar as calças para o lado e abaixar-se momentaneamente antes da garota desabar na mesa com a boca aberta, onde um gemido profundo devia ter escapado quando ele a penetrou com seu imenso pau ereto.

E então seus olhos estavam nos meus.

Thiago olhou através da grande vidraça e encontrou diretamente meu olhar congelado. Eu fiquei paralisada, sem conseguir desviar, por conta não só do flagra, mas também da intensidade de seus olhos castanhos. Ele movia os quadris com habilidade, uma mão apertando um seio da mulher conforme sua vontade e a outra segurando a mesa como apoio. E os olhos fixos em mim.

A garota se curvou sobre ele, lhe arranhando o peitoral que agora adquiria brilho pelo suor que começava a brotar e distribuiu beijos pelo seu pescoço e nuca. Ele abriu um sorriso de lado, e mordeu fortemente os lábios, até ficarem esbranquiçados em torno dos dentes. Então saiu de dentro dela e a manipulou até que estivesse com os seios e barriga na mesa e os pés no chão, afastados para lhe dar abertura. Ele apoiou um pé na mesa e estocou novamente com força, trazendo então os olhos novamente para mim e me oferecendo uma piscadela sedutora. Ajeitei-me no sofá desconfortável com a umidade que começava a escorrer pelas minhas coxas e prendi o cabelo em um coque desajeitado, livrando minha nuca do súbito calor que me acometeu. A nova posição não apenas permitia a Thiago mais agilidade e profundidade, como a possibilidade de simplesmente não desviar os olhos de mim, uma vez que a garota não perceberia, muito ocupada em ofegar com a face apoiada na mesa.

Ele a segurou pelos quadris e fez uma sequência ensandecida de investidas rápidas, o que fez seu abdômen se contorcer pelo esforço, mostrando curvas trabalhadas e o brilho de algumas gotas de suor. 

Passei a apertar minhas pernas uma contra a outra e me mover pelo sofá atrás de qualquer tipo de fricção. Eu precisava ver aquele desfecho, me masturbar ainda não era uma opção.

Não foi até Thiago partir os lábios em algum tipo de exclamação de prazer, e fechar os olhos em um orgasmo arrebatador que eu deixei minha sala, entrando imediatamente no banho para um encontro tentador e tão, tão necessário, com o chuveirinho.

Depois de uma semana cansativa, mas com boas notícias no trabalho, tudo que eu queria era aproveitar aquela linda noite com um bom vinho caro. Mas sair nem passava pela minha mente, eu queria algo mais íntimo, por assim dizer.

Sentada na bancada de frente à grande janela do apartamento, eu dava pequenos goles no vinho tinto que tinha comprado para aquela noite em especial. Olhava a lua, contemplativa, até notar meu vizinho gostoso tirando um maço de cigarro da calça e vindo junto à janela também, aparentemente para se desfazer de um dia particularmente difícil. Sua feição era cansada, mas não deixava de me parecer tentadora enquanto fumaça saía pelas frestas de seus lábios e o filtro era segurado displicentemente entre os dedos da mão.

Cumprimentei-o com a taça como já nos era de praxe. Ele fez sinal para que eu esperasse um segundo, e, após apagar o cigarro, foi para a cozinha mexer em algumas coisas até retornar com uma taça pela metade também em mãos. Sorri, achando engraçado que estivéssemos basicamente tomando vinho juntos, embora em cômodos diferentes, e puxei uma cadeira para sentar realmente de frente à janela, como ele fazia.

Ficamos ali por minutos a fio, dando goles e mais goles generosos do álcool envolvido, e a cada novo grau de desinibição alcançado, nossos olhares um pelo corpo do outro ficavam mais óbvios. Mais demorados. Mais predadores.

O nível desceu rapidamente e, em minha defesa, ele quem havia começado.

Thiago passeou o braço pelo pescoço, como se para acalmar os músculos tensos dali, deixando em evidência o bíceps deliciosamente contraído. Eu tive que morder os lábios em resposta à cena, ao que ele desceu a mão e apertou também a própria coxa. Cruzei e descruzei as pernas, subitamente inquieta.

Ele umedeceu os lábios e travou o maxilar com a subida relevante que minha saia deu pelo movimento.  Achei divertida a brincadeira de excitar, então apertei meus braços para realçar o decote da blusa.

Meu vizinho inclinou-se na cadeira em direção à janela, os olhos fixos na parte exposta dos meus seios, e abriu dois botões da camisa social azul clara que usava. Balancei a cabeça sorrindo ao passear os dedos pela barra da saia, sugestivamente. Ele pousou a sua na virilha, bem ao lado de um volume suspeito da calça social escura.

O olhar de Thiago encontrou o meu, pedante, ansioso, sexy. Eu devolvi a expectativa e sensualidade no mesmo tom. E, naquela última troca de sinais, ele escorregou a mão por cima do seu membro ainda revestido e eu apertei um seio. Sentia como se fossem suas mãos ali, tomando com vontade a carne nos dedos.

Me senti ficar ofegante ao observar ele passear a mão sugestivamente para cima e para baixo, então distribuindo enérgicos apertões na região, permitindo-me ver o quão grande ele de fato era.

Não aguentando a cena, abri as pernas e encostei um dedo no topo da calcinha rosa de algodão que usava, onde fiz lentos movimentos circulares que me causaram alívio imediato, antes de gritar que eram insuficientes. A umidade daquela área já era tanta que me surpreendi com a capacidade do meu vizinho de fazer tanto com tão pouco. Apertei com um pouco mais de força o local, e tive que entreabrir a boca para o ar sair, abafado, forçando meu tronco para frente.

Thiago levantou-se vidrado, apoiando-se na janela, embaçando um pouco o vidro com a respiração quente e entrecortada, sem nunca tirar as mãos da calça, sem nunca cessar os movimentos extasiantes. Uma gota de suor deixou o limite de seu couro cabeludo e seguiu pelo pescoço grosso e a abertura da camisa. Eu queria lamber aquilo tudo, mas tive que me contentar em lamber minha própria boca.

Não aguentando mais, ele gesticulou se poderia vir até o meu apartamento. Mordi os lábios, pensativa e receosa, antes de apertar as coxas uma na outra e constatar que era um pedido sensato para uma visita necessária. Acenei positivamente, e aguardei, ao que ele deixou seu apartamento em um piscar de olhos.

Foi o tempo de eu fechar devidamente as cortinas para Thiago bater na porta. E mais um segundo para que ele tivesse dentro do meu apartamento, as minhas costas pressionando a madeira da porta e ele sobre mim.

Me beijou de forma tão sedenta que eu jurava que se me perguntassem meu nome segundos depois eu levaria algum tempo para sequer entender a pergunta. Sua língua quente e firme se enroscava na minha em uma sincronia irrefreável, em uma dança sensual e envolvente. Suas mãos grandes se moviam desde a minha cintura, onde apertavam com entusiasmo, passando pelo meu quadril, até encontrar meu traseiro, que ele passou a acariciar levemente, me negando a pressão enérgica de seus dedos e palmas de que eu sentia necessidade.

Ah, mas ele também não tinha tanta paciência assim.

Com um dedo, afastou o tecido da gola da camisa que eu usava até que pudesse ver o início do meu sutiã rendado. Ele sorriu em uma apreciação muda antes de distribuir beijos e chupões pela curva exposta do seio.

Empurrei Thiago até que ele caísse sentado no sofá, e tão logo arranquei minha blusa do corpo, fui para seu colo, sentando com uma perna de cada lado de seu quadril. Ele dobrou o lábio, admirado com a atitude, passeou as palmas das mãos por todo o contorno do meu tronco nu e passou a lamber e morder meu pescoço e nuca, ao passo que eu abria tentativamente seu cinto e calça.

Era como se estivéssemos desesperados um pelo outro. Como se, desde que nos conhecemos, aquela fosse uma vontade incubada, desesperada para se concretizar. E, apesar da pressa, tudo indicava que a realidade não se comparava ao querer.

A blusa dele se juntou à minha em algum ponto desconhecido da sala, e Thiago me ajudou a empurrar suas calças até os joelhos, onde incumbiu-se de livrar-se dela sozinho. Eu podia me sentar então diretamente em sua ereção, que se encaixava perfeitamente ao longo da minha intimidade, provocando todos os pontos sensíveis dela. Maior do que qualquer homem que eu havia estado, sem dúvidas, o que significava que eu teria que apostar na fricção para estar molhada o suficiente para não me machucar.

Não que esse fosse um problema. Os beijos de Thiago continuavam percorrendo todo pedaço de pele do meu colo até a minha orelha, e as mãos ora apertando as minhas coxas, ora desenhando coisas abstratas em minha cintura, incitavam meu corpo a gritar “chega!” e escorrer pelas pernas minha excitação.

O calor dele debaixo de mim era um afrodisíaco a mais, e eu me peguei rebolando inquieta no lugar, querendo senti-lo melhor. No entanto, não se tratava de um homem inexperiente, pois Thiago logo notou minhas intenções mal disfarçadas e, com uma mão fervente segurando cada banda de bunda para abrir-me mais, coordenou os movimentos, empurrando-me para frente e para trás em seu colo, me fazendo massagear a ereção pulsante ainda que pelos tecidos entre nós, e satisfazendo a comichão insuportável que havia se estabelecido no meu clitóris.

Tão bom, que precisei cravar as unhas em sua nuca para controlar o grito abafado que implorava para sair. Encostamos as testas, ainda aproveitando o roçar delicioso, e notei que ele tinha o lábio preso fortemente entre os dentes, ficando esbranquiçado nos arredores novamente. Aquele parecia ser um costume dele. Passeei um dedo ali, obrigando-o a soltá-lo: eu queria fazer aquilo por ele. Chupei e mordi a carne macia tanto quanto podia.

Minha saia nesse ponto já estava completamente fora do caminho, erguida até a minha cintura. A calcinha tornara-se um elemento a mais, uma vez que o algodão estava quase totalmente enfiado no sexo, fruto das remexidas de Thiago. O sutiã, percebi, estava frouxo de uma forma óbvia, indicando que ele o havia aberto sem que eu sequer percebesse.

Meu vizinho ajeitou-se melhor no sofá, e se me perguntassem na hora eu provavelmente teria respondido berrando obscenidades, mas parecia que a nova posição deixava a cabecinha de seu pau exatamente em cima do meu ponto sensível, meu grelo, o qual ele surrava com prazer me fazendo perder totalmente as estribeiras.

Em um instante, eu não sabia onde o sutiã tinha parado, ou o porquê de ter seu membro viril entre as minhas mãos.

Thiago juntou meus seios com as mãos em tom contemplativo, e caiu de boca sem esperar autorização, engolindo pedaços fartos de carne e pele, em chupões famintos e enlouquecedores. Eu havia formado um anel com os dedos, e percorria a sua ereção de cima a baixo sentindo todas as inervações erguerem-se e vibrarem com meu tato, denunciando seu desespero por libertação.

Com um mamilo na boca e o outro entre o aperto forte de seus dedos, Thiago gemia de prazer e o reverberar de sua voz sensual tremia meus bicos, deixando-os mais duros e desesperados pela sua saliva. O homem inteiro era um pecado particular, que só de se mover causava reações em mim.

Deixei de acariciar os arredores da punheta, e subi a mão livre para explorar os músculos maravilhosamente tensos de seu tronco. As entradas fundas e bem delineadas, o abdômen tenso, o peitoral forte como aço, os ombros largos e os braços desenhados.

Ele levantou a cabeça em um rosnado e nossos olhos se encontraram, cheios de promessas safadas e tentadoras. Minha calcinha foi afastada para o lado, e deixou de ser um empecilho. Ele passeou dois dedos pela minha umidade, esfregando com vontade até que eles estivessem excessivamente lambuzados, e os levou aos próprios lábios, sugando como se fosse o melhor dos sabores que já tivesse provado. Deixei a minha língua no lábio, excitada, e ele os ofereceu para mim também, que aproveitei para abocanhar o cumprimento inteiro, em uma provocação clara e efetiva.

Thiago negou com a cabeça, como se dissesse que eu não tinha juízo, e pegou seu membro pela base, vestindo-o rapidamente com uma camisinha, e logo levando-o para dar leves batidas com ele na minha virilha. Eu arrumei um jeito de me segurar melhor em seus ombros, preparada para o que eu sabia que estava próximo, e que seria estupendo.

Molhou a cabecinha coberta no meu suco, espalhando meu líquido por toda a extensão e empertigou-se na entrada, um braço firme me ajudando a ficar erguida nos joelhos. Então, pouco a pouco, me desceu, perfurando minha carne com seu sexo latejante.

Suspiramos em conjunto com a satisfação do encaixe e começamos a nos movimentar. Eu subia e descia, por vezes rebolava a bunda para todos os lados obrigando-o a massagear todos os pontos possíveis dentro de mim, e ele tinha um movimento impossível com os quadris que me davam vontade de enfiar as unhas ali e pedir para parar antes que eu gozasse em dois minutos de brincadeira.

Aquela posição não era sobre velocidade, mas sobre sensações e conexão. Então aproveitamos para nos beijar e gemer um no ouvido do outro, enquanto nos sentíamos a proximidade que sempre nos tinha sido característica.

Thiago tentou escorregar uma mão entre nossos corpos para acariciar com dois dedos meu clitóris inchado, e eu o agradeci mentalmente pelo esforço. Mas a proximidade atrapalhava, e ele não esperou antes de cessar o movimento e levantar comigo ainda presa a si. Girou o corpo e me jogou no sofá com habilidade, levantando uma das minhas pernas pelo tornozelo e tornando a investir, agora mais rápido e forte comigo arreganhada. Ajoelhado, Thiago tinha muito mais estabilidade para penetrar do jeito que queria. Estimulando cada ponto, entrando e saindo com frenesi absoluto, e ainda com a mão grande distribuindo círculos concêntricos no meu grelinho a ponto de explodir.

Eu não durei muito. Foi inevitável me derramar inteira sobre ele, sentindo tantos estímulos juntos e com tal intensidade. Segurei o orgasmo pelo tempo que pude, contraindo minhas paredes internas em volta dele, de forma que, em um urro aliviado, ele também se deixou levar, preenchendo o látex com seu leite quente que me dava vontade de beber em fartos goles.

Thiago caiu sobre mim, e logo adormecemos, ainda grudados e suados, mas indiscutivelmente satisfeitos.

Eu tinha uma certeza: As provocações deliciosas se tornariam ainda mais frequentes, e a facilidade com que poderíamos estar um no apartamento do outro, jogavam a nosso favor.

Afinal, nós éramos vizinhos.