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contos eróticos

entre aulas

Quer descobrir o que acontece no andar mais vazio? Confira já o conto erótico Dever de Casa, de K-Y para você, com prazer.

“Gabriela!”, a voz alta ecoava pela sala enquanto te via, tímida, levantando o braço. Apesar do ar condicionado sempre ligado, não havia frio que explicasse a forma com a qual parecia querer se esconder dentro da roupa, mas essa timidez sempre me chamou a atenção, assumo que é a parte favorita de cada aula, seguido por… “Lucas!”, outro grito vindo da mesa do professor, que era respondido com o meu “presente” e com uma encarada tua, me fitando até que eu retribuísse, te vendo mudar a direção do olhar. Não é como se eu fosse daqueles populares de escola que se vê em filmes, mas algo me diz que o contraste entre nós era o suficiente para começar uma boa química…

As trocas de olhares seguintes sempre foram intensas, entre uma aula e outra, até mesmo quando não compartilhamos sala, os corredores chegavam a ficar apertados com a tensão pesada se concentrando no ar. Aos poucos nos aproximamos, sem saber direito nada sobre o outro, mas sempre com um flerte bobo, mas malicioso ao mesmo tempo, se transformando em  diversos apelidos, sussurros no pé do ouvido durante os rápidos abraços, toques mais demorados e íntimos a cada conversa, até que ficou difícil esconder o desejo e as brincadeirinhas não eram mais o suficiente.

Chegava a ser curioso, apesar de toda a postura envergonhada do cotidiano, das incertezas durante os trabalhos da faculdade, a tua atitude mudou de um dia pro outro. Me pedindo para chegar mais cedo no dia seguinte, não fiz nada além de concordar e me fazer presente antes das salas abrirem. No andar mais vazio, você estava na porta do banheiro e assim que me viu, agarrou a blusa e me puxou para dentro, trancando a porta atrás de si e me beijando lentamente, ainda que com bastante tesão motivando cada ação.

Logo despertei para a minha própria vontade, te colocando contra a parede e abrindo a tua calça, sem que precisasse de alguma ordem, tu a abaixou apenas o suficiente para que meus dedos pudesse deslizar por debaixo da sua calcinha, entre os lábios, onde pude sentir quão excitada estava e subindo até o clitóris, esfregando sem pressa entre dois dedos e aumentando a pressão que fazia com eles conforme os beijos ficavam mais intensos. Senti a minha boca arder com a força da tua mordida e o eco do banheiro só repetia suspiros abafados, até que que tu respirou fundo e me beijou com intensidade enquanto eu tirava os dedos do meio das tuas pernas e os levando até minha boca, chupando e sorrindo imediatamente depois.

Deixamos aquele lugar após nos arrumarmos, tentando sumir com qualquer vestígio do que aconteceu momentos antes, escondendo tudo, menos as bocas inchadas e o tesão latente. Saindo com alguns segundos de diferença de ti e querendo evitar que qualquer pessoa percebesse o que aconteceu, mas durante o resto das classes mantivemos uma distância maior do que a normal, como se fosse necessário evitar qualquer faísca que fosse causar um incêndio incontrolável.

Aquela aventura estava longe de ser o suficiente, então ao final da última aula, apenas te puxei pela mão e percebi que me deixou te levar sem questionar nada, chegando no meu carro e entrando sem trocar palavras durante o trajeto. Fomos calados até a entrada do meu apartamento, mas assim que a porta abriu, a tua verdade saiu da prisão do dia a dia. Te senti confiante de si, das próprias curvas, do corpo que tanto foi capaz de me causar desejo, antes mesmo que eu visse sem as camadas de roupa que escondiam tudo, inclusive a tua verdadeira natureza. Peça por peça foi ao chão, enquanto esbarravamos pelos móveis, fazendo o caminho até meu quarto, batendo portas e com a adrenalina tão alta que mal sentíamos o que deveriam ser machucados. As roupas levando qualquer vergonha junto delas e deixando expostos os nossos corpos e segredos.

Contra a parede e de forma frenética, minha boca passava pelo teu corpo, com os leves beijos ao pé do ouvido que desciam pelo resto, primeiramente pelo pescoço, onde senti a tua pele tão suave ganhar uma textura diferente, arrepiando da cabeça aos pés e te fazendo suspirar profundamente. Te puxei até a frente da cama e desci lentamente contigo, logo estava por cima de ti, tuas mãos foram para trás e agarram qualquer coisa que conseguiam tocar, puxando o lençol enquanto eu retomava a descida através de ti, chegando aos teus seios que responderam à tua excitação quase imediatamente e ao ouvir o som da tua respiração cortada, passei a língua lentamente por cima, em círculos, arranquei o primeiro gemido com uma mordida na medida certa para fazer com que tu subisse com a mão até meu cabelo e o segurasse com força, me empurrando para baixo.

Continuando o caminho pelo qual tuas mãos me levam e me vendo entre tuas coxas, percebendo pelo toque que um contraste parece tomar conta de tuas ações. O calor que sobe se mistura com o calafrio que escala a tua espinha e treme as pernas enquanto a minha língua age, tua cintura dita o ritmo e te sinto mais solta e sedenta. Teu sabor preenchia minha boca, e minha vontade só aumentava, passando a língua e alternando com chupadas lentas que ficavam mais rápidas com cada gemido teu. Aproveitei para te olhar com atenção, vendo a forma com a qual teu corpo parecia se distorcer, junto com as tuas expressões, o rosto parcialmente iluminado com a luz que vinha por trás, entre as camadas da persiana.

Poucos minutos depois, te ouço dizer o que sempre quis ouvir, “me fode logo”. Não precisei ouvir duas vezes, buscando a camisinha ao lado da cama e ficando em pé de frente pra ti, que a tomou nas mãos e abriu, colocando a boca em volta de mim, úmida e quente para me enlouquecer, me deixando no máximo do tesão e colocando a camisinha lentamente.

Tu se deitou, me chamando sem dizer uma palavra até que estivéssemos cara a cara, prontamente querendo todas as formas de estarmos o mais próximos que podíamos, a temperatura entre nós se igualando, subindo como o fervor de uma febre. Os beijos impedem qualquer troca de palavras, mas os toques falam mais alto… Mão no pescoço, arranhões pelas costas, mão na cintura, pernas entrelaçadas, mais próximos, mais juntos, unhas passando pelo peito, a velocidade aumentando, mais força e vontade. Melhor, mais rápido, o tempo se perdendo, o ápice chegando, “ainda não”…  Então a velocidade diminui, mas a sensibilidade aumenta.

Não existe controle, é um vai e volta indeciso que se alterna entre rápido e devagar, forte e delicado, até eu te puxar pra cima de mim, era como ser nada fosse o suficiente para nós e cada minuto nos levasse mais perto de sermos um só. Xingamentos enchiam o ar e já nem importava se os vizinhos ouviriam, porque ali só existiam as sensações, sem segredos ou pudor, apenas carne e honestidade, tesão absoluto. Com os olhos mais acostumados a escuridão, era uma visão divina, como uma estátua de mármore em meio a uma cabana rústica, brilhando por conta do suor e parecendo ter uma luminosidade própria, sobrenatural.

As tuas curvas extremamente detalhadas e dançando quase que em câmera lenta, me encantando e enlouquecendo com os movimentos que só tu parece ser capaz de fazer, me prendendo em transe enquanto fixa os joelhos na cama. Está mais do que claro que não sairei dali tão cedo e nem quero, te admirando e abrindo mão de ser quem está no comando da situação e junto com o cheiro de sexo, a tua segurança exala, assumindo as rédeas das quais não costuma estar por trás.

Logo fui removido da hipnose, a tua voz quebrando a ilusão para oferecer algo ainda melhor, “eu mando agora, mas serei boazinha”. Tu levantou devagar, e virou de costas pra mim, sem que me deixasse sair do lugar e me pôs novamente entre suas coxas, agora por cima do meu rosto e se abaixando até que eu sentisse a tua boca em mim, uma troca de prazeres nova para mim.

Teu foco me surpreendeu, sem diminuir o ritmo com o qual chupava, mesmo enquanto eu dava meu melhor, mesmo rebolando e ficando mais molhada conforme o tempo passava. Não economizei tapas, batendo forte e agarrando a sua bunda depois, querendo mais e mais de ti, te marcar e sentir o gosto. Não existia competição, apenas vontade de satisfazer o outro, ao ponto de ser visível a sua vontade de me levar ao limite e aos poucos, cheguei lá.

Sem cerimônia, tu levantou as costas e se ajustou, mexendo o quadril da forma que te enlouquece e cravando as unhas na minha barriga. Não demorou muito e teu corpo cedeu, a sensação de trabalho bem feito se igualava ao cansaço e deitamos um do lado do outro, e assim como tudo começou, nenhuma palavra foi dia, apenas sobraram os olhares que conhecíamos muito bem…

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