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papo de prazer

masturbação

por Ana Canosa.

A masturbação é uma prática que promove autoconhecimento sobre como o corpo responde aos estímulos eróticos e quais fantasias sexuais favorecem à excitação. Do ponto de vista fisiológico, pode aliviar o estresse, a ansiedade e diminuir a tensão sexual, fornecendo sensação de bem-estar, prazer e motivação, pois a prática libera uma quantidade de diferentes hormônios e substâncias neuroquímicas, como a ocitocina (hormônio da aproximação), serotonina (regulação do humor), dopamina (motivação e prazer) e as endorfinas, que tem, inclusive, propriedades analgésicas. Além disso, o sexo com uma parceria é contaminado positivamente com elementos da experiência autoerótica, já que o repertório sexual incorpora os aprendizados de prazer; por isso ela não só é importante durante o desenvolvimento das fases sexuais iniciais, mas também no que tange a continuidade das relações. Aliás, as pessoas costumam se masturbar durante toda a vida, independente de terem parcerias sexuais ou não. O problema é que, por valorizarmos o sexo com penetração, tornamos a masturbação como algo menos importante, um tipo de prazer substituto, ou incompleto, o que é um grande equívoco.

Como muitas pessoas gostam (ou precisam) de chegar ao orgasmo quando estimulam seus genitais, a masturbação deve ser incorporada com naturalidade durante a relação sexual, e incentivada durante a penetração. Embora as mulheres estejam atualmente se masturbando mais do que faziam anos atrás, ainda são menos autônomas do que os homens: uma pesquisa encomendada por uma fábrica de sex toys revelou que enquanto 70% dos homens ficam confortáveis em se masturbar em frente à parceria, apenas 40% das mulheres se sentem da mesma forma.

Mulheres que relatam masturbar-se com frequência tendem a ter maior segurança e desenvolvem uma relação mais positiva com seu corpo. Com ou sem a introdução de sex toys, recomenda-se também o uso de lubrificantes, para favorecer o toque suave, sem fricção.

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